Inaugurado o programa editorial do GPDAS/UFS

Na noite de 21 de fevereiro de 2018, o Grupo de Pesquisa Diáspora Atlântica dos Sefarditas,  vinculado à Universidade Federal de Sergipe (GPDAS/UFS) inaugurou seu programa editorial com o lançamento do livro NEFESH PEREGRINA: transmigrações e rotas da diáspora judaica.

Eis a palavra de apresentação trazida ao evento pelo prof. Dr. Marcos Silva, coordenador do GPDAS/UFS:

A referida obra traz 9 capítulos escritos por alguns dos pesquisadores membros do GPDAS. São textos que abordam de forma variada temas comuns que motivam suas investigações, quais sejam, as características histórico-religiosas dos judeus que se dispersaram ao mundo a partir da Península Ibérica pelas mais diversas rotas migratórias. O livro, publicado pela Editora CRV, reúne as seguintes análises:

ASPECTOS DA HISTORIOGRAFIA JUDAICA SOBRE A EXPERIÊNCIA SEFARDITA NO MUNDO ATLÂNTICO. SÉCULO XVI AO XIX.
Marcos Silva

A CONSCIÊNCIA HISTÓRICO-RELIGIOSA DOS SEFARDITAS NA EXPERIÊNCIA DE JUDÁ ABRAVANEL (LEÃO HEBREU) EM SUA ERRÂNCIA DE SER-EM-EXÍLIO.
Gilmar Araujo Gomes

APRESENTAÇÃO E TRADUÇÃO DAS PROPOSIÇÕES I-IX, LIVRO I, DA PUERTA DEL CIELO, DE ABRAHAM COHEN DE HERRERA.
Rodrigo Pinto de Brito

O JUDAÍSMO SECRETO DE ANTÔNIO JOSÉ DA SILVA, O JUDEU: trajetória e possibilidades de uma vida atormentada.
Josevânia Souza de Jesus Fonseca

A SEXUALIDADE NO MEIO CRISTÃO-NOVO: a formação do Capital Erótico no grupo familiar de Leonor Nuñez.
Nilton Bruno Feitosa Santana

BREVE PANORAMA DAS LEIS ACERCA DOS CRISTÃOS-NOVOS E JUDEUS NOS DOCUMENTOS OFICIAIS DA INQUISIÇÃO PORTUGUESA.
Priscilla da Silva Góes

CONTRA A “GRANDE LIBERDADE”: as interferências de calvinistas e católicos contra a liberdade de consciência religiosa conferida aos judeus no Brasil holandês.
Nelson Santana Santos

REPRESENTAÇÕES DE “IMAGINADAS” IDENTIDADES JUDAICAS NO MUNDO ANTIGO.
Thiago Borges de Santana

RIKUD VIRA-LATA: um título metafórico para uma dança que aborda um corpo híbrido de um judeubrasileiro/brasileirojudeu na contemporaneidade.
Fernando Davidovitsch

A atividade acadêmica, conduzida pela profa. Ma. Priscilla Góes, foi adornada com música sefardita em idioma ladino, a língua ibérica falada pelos sefarditas. As canções foram executadas pelo grupo formado pelos músicos Vanessa Góes; Juliana Góes; Marcus Vinícios e Pedro.

A programação seguiu com os autores expondo resumidamente as ênfases abordadas em seus respectivos capítulos, e respondendo perguntas do atento auditório que se formou. A noite concluiu-se com autógrafos nos exemplares vendidos durante o evento.

Profa. Ma. Priscilla Góes na condução do evento

Aspecto do auditório presente ao evento.

Autores expondo suas temáticas e respondendo questionamentos:

Autógrafos dos autores:

Registre-se que o sucesso e a dinâmica do evento muito se deveu ao apoio dos colegas Ernania Santana, Arilson Santana, Carol Goes e Claudemir Braz, que lá estiveram somando esforços e representando os demais membros do GPDAS/UFS que, por motivos justificados, não puderam estar presentes.

Vencida esta etapa, o GPDAS/UFS retoma sua dinâmica acadêmica, desenvolvendo as pesquisas que seus membros empreendem sobre os judeus sefarditas em diáspora pelo mundo. Certamente novos livros surgirão, contribuindo com as mais atuais e significativas reflexões sobre uma temática tão vasta e ainda carente de análises aprofundadas como as que compuseram o livro NEFESH PEREGRINA: transmigrações e rotas da diáspora judaica.


AD ASTRA PER ASPERA.

Minicurso A CABALA DE ABRAVANEL no 2º Sinacripto

Está confirmado que ministrarei o minicurso A CABALA DE ABRAVANEL, uma proposta integrante do 2º SINACRIPTO (Simpósio Nacional de Estudos Criptojudaicos), a ocorrer de 19 a 21 de junho deste ano, na Universidade Federal de Sergipe.

O minicurso A CABALA DE ABRAVANEL versará sobre a investigação do duplo modo de escrita, exotérico e esotérico, com o qual Judá Abravanel construiu sua opus magnum, os Diálogos de Amor. Neste livro, destacadamente o Diálogo Terceiro, está presente a construção da identidade sefardita da família Abravanel, conectando-a implicitamente com os arcanos de sua ancestralidade judaica e explicitamente com a cultura renascentista onde estava inserida após o desterro da Península Ibérica, estabelecendo assim uma mediação cultural com seu tempo enquanto utilizava-se da Cabala para alimentar uma comunicação subterrânea com os judeus de todas as épocas. Para saber mais, acesse o syllabus do minicurso.

O SINACRIPTO é uma iniciativa do Grupo de Pesquisa Diáspora Atlântica dos Sefarditas (GPDAS), sob a coordenação do prof. Dr. Marcos Silva. Esta segunda edição, tão prestigiada e enriquecida quanto a primeira, tem por tema “Criptojudaismo Tardio e Identidade Judaica”, e realizar-se-á com o apoio das

Fonte da Imagem: https://pt.wikipedia.org/wiki/Sefirot

seguintes entidades: Universidade Federal de Sergipe, Programa de Pós-Graduação em História da UFS, Cátedra de Estudos Sefarditas Alberto Benveniste, Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. A dinâmica dos trabalhos contará com programação distribuída entre Simpósios Temáticos, Comunicações, Minicursos, e Conferências com palestrantes do Brasil e exterior.

Até lá.

REFORMA500: Comunicação aceita

Como divulgado, o GPCOR/UFS promoverá o Simpósio Reforma Protestante 500 anos depois: fontes e repercussões. Entre os debates e reflexões, terá lugar uma mostra das pesquisas do Núcleo de Pós-Graduação em Ciências da Religião da UFS.

Relacionando minha pesquisa com o tema principal, submeti uma Comunicação à Comissão Organizadora. Hoje chegou-me a confirmação de que a mesma está aceita para ser exposta no evento. Eis a boa-nova:

Prezado Gilmar Araujo Gomes

Temos a satisfação de informar que sua comunicação O homem como microscosmo e imagem do Universo: A antropologia de Judá Abravanel (Leão Hebreu) nos Diálogos de Amor foi aprovada para apresentação na Mostra de Pesquisa Discente do Núcleo de Graduação e do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da UFS, que será realizada durante o 2º Ciclo de Estudos do Grupo de Pesquisa Correlativos (GPCOR) nos dias 14 e 15 de março de 2017. Sua apresentação está programada para o dia 15 de março. Contudo, ressaltamos a importância da sua presença em toda a programação do evento.

Informamos ainda que a comissão organizadora da Mostra está discutindo a possibilidade de uma publicação, em livro, das comunicações apresentadas. Assim, sugerimos que, desde já, prepare um texto que, posteriormente, poderá compor esta publicação.

A programação e o link para inscrição no evento constam em nosso blog: https://gpcor.wordpress.com/2017/02/22/2o-ciclo-de-estudos-gpcor/

Agradecemos sua participação, desejando que tenhamos um profícuo e estimulante evento.

Atenciosamente,

Comissão organizadora do 2º Ciclo de Estudos do GPCOR

 

Assim, vamos terminar o texto. AD ASTRA PER ASPERA.

Quando o amor cansa, mas satisfaz.

Depois de dois anos de labuta, aulas, viagens, perrengues e muito aprendizado, falta menos de um mês para a defesa da pesquisa de mestrado. Ufa… Concluindo a dissertação sobre a Teoria do Amor de Judá Abravanel, olho para trás e avalio que valeu a pena. Por causa de tudo: a labuta, as aulas, as viagens, os perrengues e o muito aprendizado, justamente por causa de tudo isto, posso dizer que o amor cansa, mas satisfaz.

Banca de DEFESA: GILMAR ARAUJO GOMES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: GILMAR ARAUJO GOMES
DATA: 20/02/2017
HORA: 16:30
LOCAL: Auditório de Filosofia
TÍTULO: JUDAISMO E LITERATURA: A TEORIA DO AMOR DE JUDÁ ABRAVANEL (LEÃO HEBREU) NOS DIÁLOGOS DE AMOR
PALAVRAS-CHAVES: Abravanel, Judaismo, Amor, Ciências da Religião.
PÁGINAS: 110
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Teologia

omnia ex uno

Sabedoria Teologal Mosaica #02

Como a beleza do Criador sobrepuja qualquer outra beleza criada, e só ela é beleza perfeita, tens de reconhecer, por conseguinte, que ela é a medida de todas as outras belezas e que por ela se avaliam todas as carências de perfeição das outras.

Leão Hebreu
(ABRAVANEL, 2001, p. 302)

Sabedoria Teologal Mosaica #01

O primeiro amor é o do primeiro amante ao primeiro amado. Mas como nenhum deles nunca nasceu, sendo antes eternos um e outro, é forçoso também acrescentar que o amor deles, que é o primeiro amor, nunca nasceu, antes é eterno como eles e de ambos produzido ab aeterno.

Leão Hebreu
(ABRAVANEL, 2001, p. 290, 291)